Monday, August 20, 2007

baco era certamente escocês

Hoje a minha orientadora contou-me que hoje era incapaz de fazer fosse o que fosse porque tinha bebido demais na noite anterior. Informações a mais que eu não precisava de saber, mas a verdade é que a cara dela não enganava ninguém. Estes escoceses (na verdade, todos os britânicos) têm uma relação com o álcool diferente da nossa. Quando eles bebem, não bebem um copinho ou dois. Não. Bebem até caírem para o lado. Eu bem vi do que eles são capazes num jantar de despedida de uma investigadora do meu departamento. Desde o estudante de doutoramento até ao senhor catedrático, todos bebem pela mesma medida. E eu com o meu copinho de água, nunca me senti mais estrangeira.



Friday, August 17, 2007

bolas de berlim

Logo este ano em que houve o update do micro-ondas na casa que alugamos todos os anos no Algarve é que eu não estou lá! Não é justo, a sério!

A ida em família para o Algarve é uma tradição de anos da nossa família. Lembro-me como se fosse hoje de apanhar conchas com a minha mãe na ilha de Faro. Depois passámos a ir para a Manta Rota e de seguida para Altura.

As bolas de berlim só sabem bem junto ao mar e não há nada que se compare com o carapau e a sardinha assada (preparadas pelo meu tio, o assador oficial, que também tempera as saladas) que comemos alternadamente, para grande desgosto da Marta que odeia profundamente sardinhas.

As sestas são melhores do mundo. O corpo cansado do mar e do sol pede por meia hora de sono e, quando acordamos, parece que dormimos uma eternidade.

A revista às barracas dos ciganos de roupa e quinquilharia são a parte preferida da minha tia, que as inspecciona e regateia como uma profissional do ramo do pronto-a-vestir. Também há o Maria, marroquino que vende relógios e afins. Somos clientes fiéis, o meu pai já deve ter pelo menos cinco ou seis relógios (de marca, evidentemente!) e a minha tia outros tantos.

O cinema. Não são os melhores filmes do mundo, muito provavelmente são os piores do momento, mas todas as noites (há dois anos as exibições tornaram-se intermitentes, para nosso desconsolo) eramos uma presença mais do que garantida.

E os crepes. Crepes com gelado, crepes com banana e chocolate, crepes com fruta.

charles rennie mackintosh

Mackintosh é um dos filhos pródigos de Glasgow. Arquitecto e designer, deixou marcas por toda a cidade - Escola de Artes, a Willow Tea Rooms ou a House for Art Lovers são alguns exemplos - e um traço facilmente identificável em peças de mobiliário, joalharia e edifícios. Nascido no século XIX Mackintosh foi claramente um homem à frente do seu tempo e as suas obras são marcadamente contemporâneas.

Glasgow School of Arts (biblioteca)


Padrão (rosa) encontrado em muitas das portas e candeiros


House for an Art Lover

Thursday, August 16, 2007

últimas leituras

"Por quem os sinos dobram" é um livro magnífico sobre a guerra civil Espanhola. É crú e belo. Como infelizmente a derrota da República e a vitória do Fascismo de Franco fazem parte da história, a leitura do livro foi quase dolorosa, triste. Mas Hemingway reveste as personagens de carne e osso e sonhos e isso é o melhor deste livro.
Depois de ler um livro triste achei que a melhor escolha seria um livro levezinho e divertido. No outro dia estive a bisbilhotar o blogue da Eunice e lá ela descreve com grande entusiasmo um autor que eu ainda não conhecia, o Nick Hornby. Comprei 3 livros dele (para além do "About a Boy", comprei "A long way down" e "High Fidelity") e comecei pelo "About a boy". Desprentensioso e divertido, lê-se num instante e vale bem a pena.
E como estava num ambiente de férias e passeios, nada melhor do que ler um livro sobre viagens escrito por um grande autor. Delicioso.

londres

Adorei Londres. A imponência dos edíficios, o rio, as pessoas, os museus, a confusão, o metro, o(s) sotaque(s), os autocarros, a diversidade, as ruas, os parques, a imensidão de coisas para ver e fazer. Não me acontece muitas vezes, mas deixei Londres com vontade de lá viver.





as manas

Andámos quilómetros e divertimo-nos muito. Comemos mais pizzas, hamburgers e sandes do que gostaríamos, mas ficámos maravilhadas com tudo o que vimos e por mim tinha ficado em Londres. Ou então embarcar de volta a Portugal. Mas o melhor remédio para ultrapassar a melancolia das férias é pensar nas próximas. Começamos a planear a próxima viagem?




PS Reparem no ar tranquilo das fotografias de férias! Doutoramento, o que é isso?

aprender, aprender, aprender sempre

E não há melhor maneira de aprender do que a viajar. O que vemos e sentimos entra em nós por osmose, sem esforço consciente e a uma velocidade estonteante. Temos tempo para pensar, para imaginar, criar, o mundo parece ser visto a 120% e o tempo como que pára, suspenso. Contraditoriamente, o tempo também é acelerado ao ritmo de tudo o que de novo encontramos. Não há nada melhor do que viajar.






A Escoce é um país maravilhoso. A viagem até Fort William e Malaig foi das viagens mais bonitas que já fiz. Lagos, montanhas, cascatas, riachos, castelos. Até o nevoeiro e a chuva fazem parte da história e dão a tudo um ar mágico. Não vimos veados ou esquilos, nem, apesar de todos os nossos esforços, a sombra da Nessie, mas descobrimos um país em que apetece correr e andar pelos campos a fora.