Friday, January 23, 2009

mariza

O primeiro concerto 2009 em Glasgow foi em português, uma noite de fado com Mariza. Portugueses eram poucos, a comprovar a universalidade da música e a hospitalidade escocesa à música do mundo no Festival Celtic Connections. Não estava à espera de muito, pois não sou grande admiradora de Fado, a não ser que falemos de Carlos do Carmo. Mas ultimamente tenho estado mais atenta, ao Camané e a outros talentos que por aí andam e que merecem a minha atenção. E quando ando de carro com o meu pai, lá vamos a ouvir e a cantar os Búzios e gosto, gosto até muito de ouvir aquela música.
A primeira banda cantou em gaélico e o pouco inglês confundiu-me e pôs-me de novo os pés assentes na terra. Lá por estar há quase dois anos em Glasgow não quer dizer que seja diplomada nos outros sotaques que por essa Escócia a fora se encontram. Quanto à Mariza, bem, ela é uma matraca, nunca estive num concerto em que o cantor falasse tanto. E aquela parte em que ela cantou "You are so beautiful to me" enquanto apertava a mão à boa gente que se sentou na primeira fila, enfim, dispensava-se. Mas contas feitas, gostei do concerto.

ando a escrever outras coisas

Com a alegria contida de já estar a ver a meta final, tenho acordado com a determinação metódica de um talentoso afinador de pianos - nota a nota, tecla a tecla, assim se escreve uma tese.

Sunday, January 4, 2009

não há adjectivos suficientes

Infame, vil, abjecto, condenável, desprezível, cruel, perverso. Mais adjectivos terão que ser criados para condenar Israel. Parece que o caminho possível é o ódio, porque nada muda. Nada. Queria gritar e fazer-me ouvir neste mundo de surdos. Do pouco que posso fazer ou influenciar, fiz o que pude: desliguei a televisão, calei a voz dos cúmplices deste massacre. E escrevo estas linhas inúteis, tão longe da raiva e dor que sinto.

Thursday, December 25, 2008

e por falar em discursos infelizes

Sua Eminência o Papa, de entre todos os flagelos que atingem a humanidade, a guerra, a fome, a ignorância, a pobreza, a degradação ambiental, entendeu por bem destacar os perigos da homossexualidade. Estamos com certeza perante mais um contributo valioso da Igreja Católica para o mundo - pode ser que daqui a 200 anos peçam desculpa.

o que se dispensava no Natal

1. o discurso do Sr. Primeiro Ministro, com o seu ar natalício/esperançoso/é ano de eleições e vamos ver se conseguimos esticar isto para mais um mandato. Depois vem o ano novo e o discurso do Sr. Presidente, igualmente piegas, mostrando preocupação com o rumo do país e com palavras de encorajamento contra a adversidade;
2. as histórias de pobrezinhos e aflitos, que preenchem mais de metade do telejornal. Como que por milagre, a pobreza desaparece depois do ano novo;
3. os filmes bíblicos;
4. os encontrões e enchentes nos centro comerciais;
5. as mensagens de boas festas para o telemóvel.

o natal foi preto e verde

As ideias para este Natal foram extraordinárias - a este ritmo não sei como será para o ano que vem, comecem-se já a preparar (eu já tenho uma ideia a germinar). Peças de teatro, livros, cadernos de notas com capa feita à medida, presentes solidários, romances de cordel, malas catitas, paninhos rendados, tudo embrulhado a verde e preto. Até sobraram, contra todas as expectativas, meia dúzia de cogumelos. Estavam muito bons, como de costume, mas a comida era muita e havia que pensar em arranjar espaço para o arroz doce e bolo de cenoura que tínhamos à espera no final. Foi um Natal delicioso, quente e cheio de riso. Mal posso esperar pelo próximo.


A árvore
Os embrulhos

As prendas da Marta
As minhas prendas

A prenda da Sara

Wednesday, December 24, 2008

plano culinário estratégico

Frango assado, sopa de cação, migas e ensopado, bacalhau. Café, pão. Amanhã há cabrito. A minha barriga há muito tempo que não estava tão feliz.