Sunday, January 25, 2009

haja tempo









girly nights

No outro dia fomos ao Rock the Boat, concerto com bandas escocesas organizado pela Roz (amiga, estudante de doutoramento e part-time produtora da editora Mr. Tramp, que gere quatro gloriosas bandas locais). Os preparativos demoraram a tarde toda, entre risos, maquilhagem, penteados e escolha da roupa adequada à ocasião - quando chegámos ao concerto já tínhamos feito a festa toda.

Friday, January 23, 2009

claro que sim, eu sou alemã!

Esta semana chegou ao nosso laboratório uma nova colega, alemã, chamada Denise. Já cá jantou em casa, é simpática e fala muito, apesar do inglês ainda enferrujado. Compreendemo-nos logo: o pão que se vende por aqui não presta e os almoços na sala do departamento são tão animados como um velório. Hoje tentámos, sem sucesso, ir ver um filme. A caminho do cinema disse-me que eu não parava nos sinais vermelhos, ao que eu respondi que dependia, se não viesse nenhum carro, sim, atravessava a estrada. Então perguntei-lhe, rindo-me, já a adivinhar a resposta, e tu, Denise, páras sempre?

não gosto nada de despedidas

Depressa aprendemos que nesta vida de contratos de três anos, aqui e ali, ganhamos e perdemos amigos. Na próxima segunda vou despedir-me de uma das melhores amigas que aqui fiz. Rapariga com um coração grande, não dada a estardalhaços ou exagerados e fáceis sorrisos. Uma amiga com quem aprendi muito, especialmente uma forma diferente de ver a vida.

mariza

O primeiro concerto 2009 em Glasgow foi em português, uma noite de fado com Mariza. Portugueses eram poucos, a comprovar a universalidade da música e a hospitalidade escocesa à música do mundo no Festival Celtic Connections. Não estava à espera de muito, pois não sou grande admiradora de Fado, a não ser que falemos de Carlos do Carmo. Mas ultimamente tenho estado mais atenta, ao Camané e a outros talentos que por aí andam e que merecem a minha atenção. E quando ando de carro com o meu pai, lá vamos a ouvir e a cantar os Búzios e gosto, gosto até muito de ouvir aquela música.
A primeira banda cantou em gaélico e o pouco inglês confundiu-me e pôs-me de novo os pés assentes na terra. Lá por estar há quase dois anos em Glasgow não quer dizer que seja diplomada nos outros sotaques que por essa Escócia a fora se encontram. Quanto à Mariza, bem, ela é uma matraca, nunca estive num concerto em que o cantor falasse tanto. E aquela parte em que ela cantou "You are so beautiful to me" enquanto apertava a mão à boa gente que se sentou na primeira fila, enfim, dispensava-se. Mas contas feitas, gostei do concerto.

ando a escrever outras coisas

Com a alegria contida de já estar a ver a meta final, tenho acordado com a determinação metódica de um talentoso afinador de pianos - nota a nota, tecla a tecla, assim se escreve uma tese.

Sunday, January 4, 2009

não há adjectivos suficientes

Infame, vil, abjecto, condenável, desprezível, cruel, perverso. Mais adjectivos terão que ser criados para condenar Israel. Parece que o caminho possível é o ódio, porque nada muda. Nada. Queria gritar e fazer-me ouvir neste mundo de surdos. Do pouco que posso fazer ou influenciar, fiz o que pude: desliguei a televisão, calei a voz dos cúmplices deste massacre. E escrevo estas linhas inúteis, tão longe da raiva e dor que sinto.