Friday, January 7, 2011

gaugin, na tate

bem sei que sou um disco riscado

A leitura de Uma longa viagem com José Saramago, de João Céu e Silva, é indispensável para quem quer conhecer melhor o escritor e o seu pensamento.
"(...) a morte é uma coisa lixada - esta não é a melhor palavra para pôr na entrevista, se quiser mude - não só porque nos retira a vida, ou nos empurra brutalmente para fora da vida, que é o mais correcto, mas porque tem muitíssimas vezes outra consequência: uma outra espécie de morte que se chama esquecimento".

Wednesday, January 5, 2011

este presidente não é, nem será, o meu

Hoje saiu mais um artigo acutilante de Baptista Bastos, desta vez sobre Cavaco. Baptista Bastos já viveu mais, tem mais experiência e eloquência que eu. Terá, portanto, lembranças muito mais vivas daquilo que foi o governo chefiado por aquele homem cinzento, que dizia não ter tempo para ler jornais e que faz do autoritarismo regra de ouro. Quando Cavaco era Primeiro- Ministro andava eu na escola secundária, não me lembro portanto de muito, pelo menos de dados concretos que possa aqui enumerar. Recordo-me, isso sim, da alegria que foi vê-lo ir-se embora.
Infelizmente, voltou. São muitas as coisas que ele diz que me irritam, mas a conversa do mar ser uma aposta deixa-me particularmente irritada. O governo de Cavaco Silva foi responsável pela delapidação das nossas pescas, é culpado do facto de centenas de pescadores e barcos terem sido deixados ao abandono no cais. Trabalhei como bióloga marinha, é certo que não durante muito tempo, mas vi o estado em que se encontrava o IPIMAR - instituto que devia ser munido de instrumentos científicos (humanos e técnicos) para estudar e assim proteger a nossa costa e aqueles que dela dependem para viver.
Cavaco foi PM de 85 a 95 - se acrescentarmos os dois anos em que exerceu o cargo de ministro da finanças, são doze anos somados. Foi a pessoa que mais tempo esteve a cargo dos destinos do nosso país, logo responsável pelas decisões políticas que aqui nos trouxeram. E a quem temos que pedir contas.

Tuesday, January 4, 2011

na agenda II

  • acabar os artigo do doutoramento (e enterrar de vez a tese!)
  • procurar emprego (o que fazer em 2012: universidade ou empresa? em Portugal ou em Marte?)

na agenda

  • Fevereiro, Berlim (rever uma amiga + concerto dos The National)
  • Abril, casa (Páscoa + 25 de Abril)
  • Maio, Munique
  • Agosto, casa (praia)

o que quero para 2011?

A resposta tão repetida, que se ouve a correr pelas ruas, é que as pessoas querem ser felizes. Mas que coisa tão vaga, essa! Que é isso, a felicidade? Não sei. Ensinou-me a prudência, mas também o pessimismo e a melancolia, a não esperar muito da vida. Quando uma coisa boa me acontece, costumo dizer, a brincar, que fico à espera que me caia um piano em cima da cabeça. Não devia pensar assim, mas então?
Quero viver de acordo com os meus princípios, ideais e sonhos - disto não abdico. Saber que vivo em coerência com aquilo que acho que sou, isso sim, deixa-me com um sorriso nos lábios.

Monday, January 3, 2011