Monday, February 14, 2011
Thursday, February 10, 2011
Monday, February 7, 2011
andam a gozar connosco
Hoje foi a vez do Director do Jornal de Negócios. Estes senhores, do quentinho dos seus escritórios, do conforto dos seus gabinetes, de onde escreveram inúmeros editoriais a defender a cartilha dominante, descobriram, pasmem-se, que há jovens explorados, gente a recibos verdes, profissionais qualificados que estão a sair do país porque em Portugal não encontram emprego.
Esta corja rege-se pela mesma doutrina de muitos dos jornalistas que cobriram as recentes manifestações de estudantes no Reino Unido contra o aumento das propinas. Alguém louvou o espírito de resistência de milhares de jovens que saíram às ruas para defender uma educação acessível a todos? Alguém se felicitou por uma reacção clara contra o comodismo, contra o que tantos gostam de apelidar de geração amorfa? Pois claro que não, foram apelidados de desordeiros, egoístas, privilegiados.
Aqui d'el rei, gritam! O país precisa de acordar, defendem.
Acordados já nós andamos há muito tempo; já demos muitos gritos e até já nos cansámos de chorar as nossas angústias. Continuaremos, claro, porque temos a vida pela frente e só nós a podemos viver. Um dia de cada vez, mas sabendo que queremos mais que isso - o que não precisamos é de ouvir recados de gente que não sente aquilo que escreve e que já há muito tempo escolheu o lado em que quer estar na vida.
Sunday, February 6, 2011
que parvo que ele é
Hoje ouvi "O Governo Sombra", programa apresentado pelo Carlos Vaz Marques com o Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares (aos domingos, das 13-14h, TSF). Tropecei no outro dia neste programa e, como gosto muito do Carlos Vaz Marques e do Ricardo Araújo Pereira, voltei a sintonizar a rádio para os ouvir. Penso que foi o João Miguel Tavares que falou numa música dos Deolinda, "Parva que eu sou". Não sei quem é a peça, nem o que faz, mas desconfio, pelo pouco que ouvi, que não concordo com o que ele pensa e diz. Mas enfim... Contava ele que esta música, que facilmente pode ser uma bandeira da esquerda, tem também andado na boca de gente "insuspeita". Gente como o José Manuel Fernandes, por exemplo. Também hoje, por coincidência, li um editorial do senhor, com referências à dita música, e em que no meio de muita demagogia aponta um dedo muito culpado aos chamados "direitos adquiridos". Defende que, por haver uma geração privilegiada, a que nasceu de Abril, anda agora uma outra à deriva, sem saída. O senhor não diz, porque não se atreve a dizê-lo, é que a solução que propõe para a situação em que nos encontramos é acabar com os tais direitos adquiridos.
A maioria dos portugueses, caro senhor, não tem uma casa de férias, nem plasmas, nem carros para todos os membros da família. Mas sim, queremos segurança no emprego; queremos uma reforma e um horário de trabalho justo. Reinvindicamos o direito à saúde e educação.
Os direitos adquiridos são conquistas civilizacionais, não são luxos. Defendê-los é a única saída para uma sociedade mais justa e solidária - para a minha geração, para a geração dos meus pais e para a dos meus filhos.
Friday, February 4, 2011
Thursday, February 3, 2011
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