A D. Olga foi a minha professora da primária. Foi amor à primeira vista, eu adorava-a e ela a mim. Se tenho que agradecer a alguém o meu percurso académico, é a ela que o tenho que fazer em primeiro lugar - ensinou-me a gostar da escola e de aprender, de ser organizada no que faço, a ter a letra bonita. Depois dela, já no Secundário, foram três os professores que me marcaram: a Prof. Maria do Céu, o Prof. Hernâni e a Prof. Fátima Crujo. Todos eles me ensinaram a pensar a ciência, a filosofia, a nossa língua. Quando olho para trás, não é aos professores que tive no ensino universitário que agradeço aquilo que sou ou aquilo que sou capaz de fazer, pois quando cheguei à universidade já estava pronta para aprender por minha conta, os métodos já estavam enraízados.
Os professores deviam ser reconhecidos profissionalmente e premiados por exercerem uma função fulcral em qualquer país que se queira de direito. Custa-me muito ver a Ministra da Educação tratar esta classe profissional com a absoluta arrogância com que o faz. Assim não vamos lá.

