Alvalade, Estremoz, Lisboa. Jantar aqui, ali, e ainda mais um almoço. Ainda me falta ver este amigo, e este outro, e estar um bocadinho mais com os miminhos da família. Que correria foi, mas soube-me pela vida. À minha espera, em Glasgow, estava um sol quente e brilhante e a companhia de alguns amigos para jantar.
Wednesday, July 23, 2008
Sunday, July 20, 2008
ser intemporal
Tantas vezes apetece parar o tempo; tornar os segundos em minutos e os minutos em horas, quem sabe até em meses ou anos; ou ganhar uma nova e extraordinária capacidade de memorização, que permita recordar todos os cheiros, os sons, as palavras, os olhares.
ai que calor, ai que estou tão cheia
Não há fome que não dê em fartura, não é verdade? Mas não há nada melhor do que uma sesta numa tarde quente, depois de um almoço que me deixou cheia que nem um ovo. Acho que já estava desabituada de comer e agora não sei bem o que hei-de fazer rodeada de coisas boas: mais um bocado de ensopado? pão com queijo ou presunto? cabrito? sopa de beldroegas? Vá, eu consigo, só vou comer mais um bocadinho :))
Saturday, July 19, 2008
aqui há noites estreladas e os amigos de sempre
Chegar a Lisboa e sentir o calor que cá está tirou-me o cansaço e pôs-me um sorriso na cara. Mais, conversar e ver a noite passar com amigos que já não via há muito (é sempre muito tempo, quer seja um dia, um mês ou um ano), aumentou a dimensão da alegria de estar aqui. Os risos são os mesmos, passe o tempo que passar, as cumplicidades foram há muito estabelecidas. Hoje ruma-se para o Alentejo.
Thursday, July 17, 2008
sim, a minha casa
A minha casa é só uma: é no Prior Velho, com as coisas que escolhi com a minha irmã e o meu pai. Uma casa que sempre sonhei ter, simplesmente porque foi aquela que escolhi para ser minha, porque foi nela que ancorei a minha vida. Ali é o meu canto. É por isso que, por muito mundo que se veja, há apenas um porto de abrigo. Estes refúgios são feitos muitas vezes de poucas palavras, olhares ternos, meiguices e pessoas, principalmente pessoas, aquelas que escolhemos e que fazem parte de nós. Quando não precisamos de dizer muito ou sequer falar, quando somos só nós - nesse momento sabemos, com absoluta certeza, que estamos de regresso.
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