Sunday, April 10, 2011

este traste a que chamo computador

Na verdade, chamo-lhe computador mais por hábito do que por qualquer outra coisa. Bem, a coisa tem os dias contados - vou comprar um mac, muito lindinho, vindo direitinho de NY. Nos últimos tempos tive que usar fita-cola para segurar o cabo da bateria. Verdadeiramente patético foi ver-me a incomodar os desgraçados que tentavam estudar na biblioteca com os meus remendos. É que o maldito agora nem com a fita-cola funciona. Desisti após meia hora de tentativas frustadas. Não consegui terminar o artigo, mas o dia estava tão bonito e bem sei eu que o verão aqui pode durar só uma semana - o melhor é aproveitar enquanto dura.

a rosa mota também é uma pena leve

Entusiasmada com o calor ou contagiada pela euforia da primavera, não sei, decidi inscrever-me numa corrida de angariação de fundos para o Cancer Research UK - tenho 3 meses para treinar para uma corrida de 5km. Já paguei a inscrição - com um ar muito entusiasmado - por isso agora só tenho é que levantar o rabinho da 1) cadeira 2) sofá 3) cama e pôr-me a mexer.

Tuesday, March 15, 2011

Saturday, March 12, 2011

é difícil perder os nossos heróis da infância

Quando eu era pequenina - assim começa uma das mais belas músicas de Zeca Afonso. Quando eu era pequenina, o meu pai comprava-me muitos livros. Os meus preferidos eram os da colecção Uma aventura. Devorava-os. Para me ensinar a apreciar a leitura, o meu pai dava-me os livros um a um - se acabasse de ler um depressa demais, teria que esperar pelo próximo e só o recebia depois de ele ter decidido que já me tinha feito esperar o tempo suficiente para eu aprender essa lição. Não resultou, há que dizê-lo, continuo, ainda hoje, a ler depressa e sofro quando não posso estar perto de um livro que quero mesmo ler.
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Por isso gostava muito da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada - foram elas que criaram os amigos de aventuras da minha infância. E, assim, ainda me custa mais a compreender a acção política e a postura da Ministra da Educação. Onde está Professora que gostava da Escola e de ensinar? Onde está a escritora, a pessoa que me ensinou a gostar de ler?

Wednesday, March 9, 2011

à espera da encomenda da amazon

A lista de compras inclui um livro do Philip Roth (The plot against America) e outro do Cormac McCarthy (Border Trilogy: All the Pretty Horses, the Crossing, Cities of the Plain). Não tenho a certeza se este último foi uma escolha sensata, uma vez que é do mesmo senhor que escreveu "No Country for Old Men" e "The road" - não se pode dizer que sejam livros alegres. Mas enfim, parece que a triologia merece um olhar atento.
Com as 10 libras que recebi de brinde de uma empresa que nos fornece os anticorpos (vendo-me tão facilmente, graças a Deus) posso comprar mais dois livrinhos - a remessa que veio comigo no Natal já está a acabar.

um livro delicioso

Especialmente para quem viveu em Glasgow e assim pode reviver as ruas e o ambiente daquela cidade. Para quem não nunca andou por ali, aqui está uma bela oportunidade de ler um livro bem escrito, com humor, cheio de ternura e salpicado com um pouco de mistério.
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"I don't know', I confessed. 'There's no body... Well, there is Aunt Fiona's, but that's neither here or there. But Rory's still missing, in teory. I suppose I could go to the boys in blue with what I've got, but Jeez, can you imagine? Right, sonny, so you think this wee story that ye've read means yer uncle wiz kilt... Ah see. Would you mind just putting on this nice white jaikit? Aye, the sleeves are a wee bit on the long side, but you won't be needing yer hands much in this braw wee room we've got for you with very soft wallpaper"
in The Crow Road, Iain Banks

Thursday, March 3, 2011

confirmei algumas suspeitas, mas fundamentalmente aprendi muito

O filme começa na Islândia e voa até aos Estados Unidos para encontrar a raiz da actual crise financeira. Não sei o que me irritou mais: se a corrupção, o compadrio ou a ganância do grande capital; se o fechar dos olhos da comunicação social ou a impunidade desta malta. Estamos entregues aos bichos.