Saturday, April 12, 2008

o esquilo acrobata

A vista da minha bancada do laboratório é bonita: vêem-se as árvores que ladeiam o rio, que serpenteia aqui e ali, adivinhando-se o seu percurso. Hoje, nessas mesmas árvores, vi um esquilo a saltar e a trepar para um dos ramos mais altos, talvez também ele tentando ver o horizonte que se estende ao longe. Ficou por ali uns tempos, a fazer-me companhia, e depois lá foi à vida dele, aos saltinhos.

Friday, April 11, 2008

entre um chá e o trabalho que é muito

Os seguranças do laboratório já são meus amigos, de tanto me verem por aqui aos fins-de-semana. Olham para mim com um ar solidário, ao qual eu respondo sempre com um sorriso. Pois, mas este doutoramento não se faz à sombra de um sobreiro, se cá os houvesse. Hoje, especialmente, apetecia-me ter ficado na cama a dormitar.
Mas não me posso queixar - é verdade que trabalho muito, mas compenso quando posso as horas passadas a pipetar. No final deste mês vou a Yorkshire em mais uma etapa do National Thrust, desta vez por terras inglesas. Logo de seguida vou a Cambrigde, ver a Beta. A Marta vem cá em Maio e eu devo ir a Portugal em Julho. Budapeste em Setembro. Se não fossem estes planos e a perspectiva de ir fazer coisas boas, não sei, mas é provável que enlouquecesse.

talvez

A frase "sopro de energia", de um post recente, é a minha proposta para a campanha do PSD, para fazer companhia à nova bandeira - belo conjunto de palavras que parece ter saído de um anúncio pouco inspirado a um detergente. O ideal, portanto, para o caos e incompetência que parece reinar entre os laranjas.

Thursday, April 10, 2008

é verdade que o tempo voa

Outro dia perguntei à Patrícia se ela não achava que a vida estava a passar depressa demais. Sim, respondeu ela, acrescentando que nós até a temos aproveitado bem. Suponho que sim, que isso é verdade. Até me considero uma rapariga esperta, na maioria dos dias. Mas a verdade é que me sinto uma gaiata, noutros tantos.

gostava tanto de os ver



Recebi hoje um mail a anunciar um concerto dos Magnetic Fields em Londres... não falta muito para chegarem um pouco mais a Norte.

Wednesday, April 9, 2008

sopro de energia

Acordar na minha cama, ver a minha casa, os amigos, apanhar o autocarro e descer a Avenida da República, comprar roupa colorida, apanhar sol e sentir a pele quente, cheirar a Primavera, ouvir as pessoas na rua, beber uma meia de leite, ver a minha família, passear a Bolota, não pensar muito, comer pão com queijo, cabrito e migas, ver a planície, os sobreiros, as cegonhas, o rio, a cidade e a ponte, preencher a vida que falta.

fuga de cérebros

A investigadora Ana Delicado publicou algumas conclusões e números sobre a ‘Mobilidade Internacional dos Investigadores’, que releva que a maioria dos estudantes de doutoramento e investigadores que partem para o estrangeiro já não voltam.
"89 por cento dos investigadores decidem emigrar porque acreditam que há mais oportunidades de emprego no estrangeiro e setenta por cento considera ser mais fácil progredir na carreira noutro país.
Os cientistas mais novos preferem trabalhar em países da Europa enquanto os mais velhos se aventuram por destinos mais longínquos. O Reino Unido (Londres, Cambridge, Oxford) e os Estados Unidos (Nova Iorque, Los Angeles, Boston, Pittsburg e Washington) são os principais destinos dos cérebros portugueses. Por dois motivos principais: é nestes países que estão localizadas as instituições mais prestigiadas e é onde há maiores recursos financeiros. Por áreas, as Ciências Naturais são as que levam mais investigadores portugueses a emigrar."