Saturday, November 10, 2007
o fiel jardineiro
viver do ar
Estou mais atenta e envolvida na luta pelos direitos dos bolseiros do que alerta para os problemas de financiamento das universidades - mas é certo que estas duas questões andam lado a lado e resultam de uma mesma política, a da não aposta na Educação e nas instituições e pessoas que a suportam.
Posso, por isso, andar desatenta, mas não me lembro de ouvir um discurso (da classe docente) tão crítico em relação à política deste governo como o discurso do Reitor da Universidade durante a cerimónia de abertura do ano lectivo. Foi bom ouvir essas críticas vindas de onde vieram, mas é também sinal que devemos estar mesmo a bater no fundo. Como as Universidades vão sobreviver no futuro não sei, mas o melhor é irmos abrindo os olhos e batendo os pés antes que seja tarde demais.
Para quem ainda tinha dúvidas, é este o afamado choque tecnológico - as universidades e os bolseiros, enfim, todo este universo ligado à educação e à ciência - temos que inventar rapidamente uma técnica, protocolo ou tecnologia que nos permita a todos viver do ar. Por este andar, só assim acabarão os nossos problemas.
do jet lag
Chegar e aterrar em Portugal vinda da Escoce foi uma grande canseira. Tenho posts para escrever e que tenho adiado por falta de tempo - há muita coisa para ver e fazer, muitas conversas para pôr em dia e amigos para rever, comidas e cheiros e paisagens para comparar com as memórias que me alimentaram durante estes oito meses.
Este fim-de-semana estou em casa da minha tia, matei as saudades da planície alentejana e fui ver o mar, com olhos que devoram e vêem mais do que a 100%. As ementas têm sido escolhidas a dedo e a minha tia tem-me feito as vontades (e estava tudo muito bom): já comi sopa de tomate e peixe grelhado, açorda, migas com carne de porco, massada de peixe, aletria e pão (do bom) com queijo e manteiga. Amanhã é a vez do ensopado: estou cheia que nem um ovo.
Mas do que mais gostei foi estar hoje ao sol, com os meus sapatos novos com cheiro a Primavera, calças arregaçadas, a ler um livro. Isto é que é estar em casa e é por isto que nem todos os sítios do mundo podem ser nossos.
Tuesday, November 6, 2007
rufus
Mal acabadinha de chegar a Lisboa fui ao concerto do Rufus com as miúdas (a minha irmã Marta, a Sara e a Margarida). O senhor é simpático, diz piadas giras, canta bem e anda melhor do que eu de saltos altos. Gosto da voz dele e, se aqui e ali não puxasse demasiado pela voz teatral, ainda mais dele gostava. Estava um bocado rabujenta e com sono (ai o jet lag), mas foi uma boa noite e um bom concerto.
Sunday, November 4, 2007
amesterdão I
Amesterdão é a cidade das bicicletas. Uma olhada de fugida pela cidade é suficiente para perceber a sua importância – de velhos a novos, grávidas e crianças de colo, todos crescem e movimentam-se com o vento na cara. Mas se as bicicletas são evidentemente um sinal de que as pessoas vivem esta cidade de outra maneira, entre ciclistas a competição é feroz, e a velocidade que imprimem à condução grande. Os peões têm mesmo que estar atentos para não serem atropelados por uma, ou duas, ou mais bicicletas.
No primeiro dia em Amesterdão também nós alugámos uma bicicleta e perdemo-nos pelas ruas estreitas, canais e mercados de flores, com as cores do Outono a encherem-nos os olhos. Foi definitivamente o que gostei mais: as casinhas que ladeiam os canais parecem feitas de brincar, são estreitinhas e tortas, têm muitas cores, todas elas bonitas. As árvores, agora de tons vermelhos, amarelos e castanhos, navegam com os barcos dos canais e também estes parecem balancear-se ao sabor do vento.
No primeiro dia em Amesterdão também nós alugámos uma bicicleta e perdemo-nos pelas ruas estreitas, canais e mercados de flores, com as cores do Outono a encherem-nos os olhos. Foi definitivamente o que gostei mais: as casinhas que ladeiam os canais parecem feitas de brincar, são estreitinhas e tortas, têm muitas cores, todas elas bonitas. As árvores, agora de tons vermelhos, amarelos e castanhos, navegam com os barcos dos canais e também estes parecem balancear-se ao sabor do vento.
Subscribe to:
Posts (Atom)